terça-feira, 30 de março de 2010
segunda-feira, 22 de março de 2010
SAUDADES DE CASA
Na solidão do alojamento
Numa tarde fria de inverno,
Volta o pensamento ao lar materno
Tão distante, no espaço e no tempo.
Grande nostalgia invade sua alma.
Que estariam fazendo agora,
Neste momento, nesta hora?
Era a pergunta recorrente
Que lhe fazia perder a calma.
Embalada por devaneios, adormece.,
O telefone toca e ela desperta,
Do outro lado da linha
Uma voz querida exclama: Quésia,
É mamãe quem fala!
Então o milagre acontece:
Transmuda-se a nostalgia,
A tristeza foge pela janela
E o coração salta de alegria.
Momy, é você, meus amores?
Queria tê-la ao meu lado neste instante,
Sentir seu abraço aconchegante,
E dividir consigo os meus temores.
São tantas as novidades da jornada
Que as palavras se atropelam na mente...
E ignorando os impulsos da chamada,
O bate-papo flui alegre e docemente.
Todos aqui pensam que eu sou tímida.
Ninguém aqui fala minha língua,
Tento me comunicar por mímica.
E eu que gosto de falar pelos cotovelos,
Vivo a conversar diante dos espelhos.
Diga a “Kize”, minha sósia tagarela,
Que mando um Kiss para toda a “Galera”.
Diga também a Quely que sinto falta dela
E para você, momy, Mil beijos, da Quésia.
Escrito para Quésia quando ela acabara de chegar
No internato da escola, na Califórnia.
1º. de janeiro de 2009
Na solidão do alojamento
Numa tarde fria de inverno,
Volta o pensamento ao lar materno
Tão distante, no espaço e no tempo.
Grande nostalgia invade sua alma.
Que estariam fazendo agora,
Neste momento, nesta hora?
Era a pergunta recorrente
Que lhe fazia perder a calma.
Embalada por devaneios, adormece.,
O telefone toca e ela desperta,
Do outro lado da linha
Uma voz querida exclama: Quésia,
É mamãe quem fala!
Então o milagre acontece:
Transmuda-se a nostalgia,
A tristeza foge pela janela
E o coração salta de alegria.
Momy, é você, meus amores?
Queria tê-la ao meu lado neste instante,
Sentir seu abraço aconchegante,
E dividir consigo os meus temores.
São tantas as novidades da jornada
Que as palavras se atropelam na mente...
E ignorando os impulsos da chamada,
O bate-papo flui alegre e docemente.
Todos aqui pensam que eu sou tímida.
Ninguém aqui fala minha língua,
Tento me comunicar por mímica.
E eu que gosto de falar pelos cotovelos,
Vivo a conversar diante dos espelhos.
Diga a “Kize”, minha sósia tagarela,
Que mando um Kiss para toda a “Galera”.
Diga também a Quely que sinto falta dela
E para você, momy, Mil beijos, da Quésia.
Escrito para Quésia quando ela acabara de chegar
No internato da escola, na Califórnia.
1º. de janeiro de 2009
domingo, 14 de março de 2010
INSPIRAÇÃO
Vai poeta, persegue a leda rima!
Fazer versos é como lutar esgrima:
Avanço e recuo, a pena na mão
Qual lâmina de aço, ferindo o espaço,
Perseguindo a fugidia inspiração.
Vai poeta, o vate jamais desanima!
Busca sempre o sentido da vida;
Não importa se estais alegre ou triste,
Pois a tristeza é a mãe da poesia,
Como a saudade o é da nostalgia.
Nada mais eterno que um belo poema
Escrito com sentimento e pena;
A vida é efêmera, o corpo tornar-se-á em pó,
Mas o espírito, que tem a marca de Deus,
Este permanece perenemente, só.
Vai poeta, persegue a leda rima!
Fazer versos é como lutar esgrima:
Avanço e recuo, a pena na mão
Qual lâmina de aço, ferindo o espaço,
Perseguindo a fugidia inspiração.
Vai poeta, o vate jamais desanima!
Busca sempre o sentido da vida;
Não importa se estais alegre ou triste,
Pois a tristeza é a mãe da poesia,
Como a saudade o é da nostalgia.
Nada mais eterno que um belo poema
Escrito com sentimento e pena;
A vida é efêmera, o corpo tornar-se-á em pó,
Mas o espírito, que tem a marca de Deus,
Este permanece perenemente, só.
sábado, 13 de março de 2010
HOJE É TEMPO DE SONHAR
Sonha juventude, sonha!
Hoje é tempo de sonhar;
A vida consiste na esperança
De um grande sonho realizar.
Quem não sonha, não vive,
Pois viver é, de manhã acordar
E esperar que se realize
O sonho que se acaba de sonhar.
Quando se deixa de sonhar.
Em lugar de esperanças,
Ficam tristes lembranças...
Não tenha medo de sonhar;
É melhor ter desenganos na vida
Do que viver sem ter o que esperar.
Sonha juventude, sonha!
Hoje é tempo de sonhar;
A vida consiste na esperança
De um grande sonho realizar.
Quem não sonha, não vive,
Pois viver é, de manhã acordar
E esperar que se realize
O sonho que se acaba de sonhar.
Quando se deixa de sonhar.
Em lugar de esperanças,
Ficam tristes lembranças...
Não tenha medo de sonhar;
É melhor ter desenganos na vida
Do que viver sem ter o que esperar.
segunda-feira, 8 de março de 2010
MÃOS VAZIAS
Aproxima-se o final de meus dias
E ainda tenho as mãos vazias,
Diante de vós e de meu Senhor.
Vazias como as mãos de Job
Vazias de caridade, vazias de piedade.
Vazias do tempo, vazias de amor.
Hoje, apraz-me confessar, e o faço
Aproxima-se o final de meus dias
E ainda tenho as mãos vazias,
Diante de vós e de meu Senhor.
Vazias como as mãos de Job
Vazias de caridade, vazias de piedade.
Vazias do tempo, vazias de amor.
Hoje, apraz-me confessar, e o faço
A vós, que me seguistes, passo a passo,
Testemunhando minha ingratidão,
Por nada fazer, quando tudo tinha à mão.
Então vejo as marcas dos cravos
Nas mãos puras e santas de Jesus
Marcas deixadas por cravos na cruz.
Minhas mãos vazias, súplices e frias,
Mas confiantes nos milagres do amor,
Da graça e da misericórdia do Senhor.
Quadra da Quaresma de 20 10
Testemunhando minha ingratidão,
Por nada fazer, quando tudo tinha à mão.
Então vejo as marcas dos cravos
Nas mãos puras e santas de Jesus
Marcas deixadas por cravos na cruz.
Minhas mãos vazias, súplices e frias,
Mas confiantes nos milagres do amor,
Da graça e da misericórdia do Senhor.
Quadra da Quaresma de 20 10
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
ECLESIASTES
Todas as manhas nascem para morrer
Como as ondas que se espraiam...
Sol a pino, sombras inertes por um instante
Logo se inclinam, pois, o sol em seu rompante
Caminha, grau ante grau, na direção do poente.
Aurora e poente apresentam a mesma beleza
A mesma brisa perpassante,
o mesmo colorido no horizonte,
o mesmo zumbido nas colméias,
mas tudo é pura ilusão.
Veja que terrível diferença:
As manhas caminham para a luz
As tardes, meu Deus, para a escuridão!
Todas as manhas nascem para morrer
Como as ondas que se espraiam...
Sol a pino, sombras inertes por um instante
Logo se inclinam, pois, o sol em seu rompante
Caminha, grau ante grau, na direção do poente.
Aurora e poente apresentam a mesma beleza
A mesma brisa perpassante,
o mesmo colorido no horizonte,
o mesmo zumbido nas colméias,
mas tudo é pura ilusão.
Veja que terrível diferença:
As manhas caminham para a luz
As tardes, meu Deus, para a escuridão!
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
UM NOVO MANDAMENTO
Não há coisa melhor que ouvir dizer:
Gosto tanto de você!
Ouvir um simples “bom dia”
De alguém que nos saúda com alegria?
Nosso ego sente-se massageado
E um sorriso emoldura nossa face
Coisa melhor não há que um abraço
Quando nos falta carinho e lealdade.
Invejamos “o outro” para ser amado;
Receber os afagos e o carinho
De quem encontramos no caminho
E da nostálgica solidão ser curado.
Aprendi no Evangelho um novo mandato:
Coisa mais importante é amar que ser amado;
Que há mais alegria em dar que receber.
Pois amar dá mais sentido ao viver.
Não há coisa melhor que ouvir dizer:
Gosto tanto de você!
Ouvir um simples “bom dia”
De alguém que nos saúda com alegria?
Nosso ego sente-se massageado
E um sorriso emoldura nossa face
Coisa melhor não há que um abraço
Quando nos falta carinho e lealdade.
Invejamos “o outro” para ser amado;
Receber os afagos e o carinho
De quem encontramos no caminho
E da nostálgica solidão ser curado.
Aprendi no Evangelho um novo mandato:
Coisa mais importante é amar que ser amado;
Que há mais alegria em dar que receber.
Pois amar dá mais sentido ao viver.
COLECIONANDO FELICIDADES
Pessoas há que colecionam coisas:
Filatélicos selos; Milionários, carros antigos;
Os jovens colecionam amigos
E os idosos, suas ternas lembranças.
Quanto a mim, prefiro colecionar “felicidades”.
Costumo abrir a caixinha de memórias
Para dar polimento à minha coleção,
Uma a uma, sem qualquer distinção.
O momento propício é o do entardecer,
Quando a azáfama do dia cessa,
A tarde já não tem pressa
E gozo a delicia de nada fazer.
Sentado ali, defronte da janela,
Vendo o sol esmaecer no horizonte,
Ouço o canto dos pássaros em querela
Na magia das cores do poente.
Tudo isso vem ao pensamento
Emoldurando esse precioso momento.
Então, tomo a “flanelinha” da mente
E as passo a polir até ficarem reluzentes.
Por fim, passo a contá-las
E noto que se multiplicaram
Desde a última vez que as contei.
As pequeninas são as mais brilhantes
E me comovem até às lágrimas;
Outras provocam apenas um leve sorriso
Mas todas são preciosas para mim
Sabem por que?
Porque foram vocês quem m´as deram.
Verão de 2003
Pessoas há que colecionam coisas:
Filatélicos selos; Milionários, carros antigos;
Os jovens colecionam amigos
E os idosos, suas ternas lembranças.
Quanto a mim, prefiro colecionar “felicidades”.
Costumo abrir a caixinha de memórias
Para dar polimento à minha coleção,
Uma a uma, sem qualquer distinção.
O momento propício é o do entardecer,
Quando a azáfama do dia cessa,
A tarde já não tem pressa
E gozo a delicia de nada fazer.
Sentado ali, defronte da janela,
Vendo o sol esmaecer no horizonte,
Ouço o canto dos pássaros em querela
Na magia das cores do poente.
Tudo isso vem ao pensamento
Emoldurando esse precioso momento.
Então, tomo a “flanelinha” da mente
E as passo a polir até ficarem reluzentes.
Por fim, passo a contá-las
E noto que se multiplicaram
Desde a última vez que as contei.
As pequeninas são as mais brilhantes
E me comovem até às lágrimas;
Outras provocam apenas um leve sorriso
Mas todas são preciosas para mim
Sabem por que?
Porque foram vocês quem m´as deram.
Verão de 2003
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
O SEGREDO DO TEMPO
O sol avança a quinze graus por hora,
Trazendo, a reboque, o novo ano;
Do oriente ouvem-se os clarins da aurora,
Pondo a tremer todo ser humano.
Por que tremes, ó homem valente,
Como um caniço agitado pelo vento;
Não sabes que sou o senhor do tempo,
O “sol nascente...”, o Deus clemente?
Por que tremes diante do futuro
E o amanhã sempre te mete medo?
Não sabes que o amanhã a mim pertence,
E que o futuro é meu melhor presente?
Por que tremes, ó homem valente?
Curva-te diante da Verdade,
Abandona a soberba e a vaidade,
Aceita minha eterna provisão
De amor, de paz e redenção
E vive aqui na terra a eternidade.
O sol avança a quinze graus por hora,
Trazendo, a reboque, o novo ano;
Do oriente ouvem-se os clarins da aurora,
Pondo a tremer todo ser humano.
Por que tremes, ó homem valente,
Como um caniço agitado pelo vento;
Não sabes que sou o senhor do tempo,
O “sol nascente...”, o Deus clemente?
Por que tremes diante do futuro
E o amanhã sempre te mete medo?
Não sabes que o amanhã a mim pertence,
E que o futuro é meu melhor presente?
Por que tremes, ó homem valente?
Curva-te diante da Verdade,
Abandona a soberba e a vaidade,
Aceita minha eterna provisão
De amor, de paz e redenção
E vive aqui na terra a eternidade.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
DESPEDIDA DE FINAL DE ANO
Nesta antevéspera do Natal.
Encerram-se as rotineiras atividades;
O ano está no seu momento final,
Dos bons eventos ficam saudades.
Paira no ar um pouco de nostalgia,
“Boas festas, Feliz Natal! Paz e alegria!”
São as frases mais freqüentes,
Entre abraços e muitos presentes.
Mais um ano se finda e na rotina.
Do arcano, outro ano se aproxima;
Para todos, um presente de Deus.
Expectativa de vida abundante...
Saúde, paz e alegria no ano entrante
Desejamos a você e a todos os seus.
Nesta antevéspera do Natal.
Encerram-se as rotineiras atividades;
O ano está no seu momento final,
Dos bons eventos ficam saudades.
Paira no ar um pouco de nostalgia,
“Boas festas, Feliz Natal! Paz e alegria!”
São as frases mais freqüentes,
Entre abraços e muitos presentes.
Mais um ano se finda e na rotina.
Do arcano, outro ano se aproxima;
Para todos, um presente de Deus.
Expectativa de vida abundante...
Saúde, paz e alegria no ano entrante
Desejamos a você e a todos os seus.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
VISITA À CIDADE DE GARANHUNS
Como é bom rever Garanhuns, a cidade
Espraiada desde os altos do Magano,
E relembrar os bons tempos de antanho
Onde vivi os ledos anos da mocidade.
Como é bom ser recebido pelos amigos
E parentes que ali ficaram, e unidos,
Sentar-se à mesa farta e ouvir estórias
Das grandes perdas e das últimas vitórias.
Como é bom rever as alamedas,
Caminhar por antigas veredas
E deixar-se enganar pela ilusão
De que nada mudou desde então.
A cidade cresceu de forma tamanha
Que ocupou o vale e a montanha;
Asfaltou suas ruas e abriu avenidas,
Encurtando distancias de outras vilas.
Onde, o apito do trem nas quebradas;
Imitando o soluçar de jovens viajantes
Que partiam para viver noutras plagas;
E lançar sorte em terras distantes?
Ó, passado cruel que rouba da memória,
Os nomes dos personagens da história;
Evocando a lembrança de algo distante,
Pontuando de lágrimas o idoso visitante.
O progresso transmudou a bela Cidade.
Emocionado, registro aqui minha saudade,
Levando na lembrança a imagem querida
Dos que nos deram fraternal guarida.
Como é bom rever Garanhuns, a cidade
Espraiada desde os altos do Magano,
E relembrar os bons tempos de antanho
Onde vivi os ledos anos da mocidade.
Como é bom ser recebido pelos amigos
E parentes que ali ficaram, e unidos,
Sentar-se à mesa farta e ouvir estórias
Das grandes perdas e das últimas vitórias.
Como é bom rever as alamedas,
Caminhar por antigas veredas
E deixar-se enganar pela ilusão
De que nada mudou desde então.
A cidade cresceu de forma tamanha
Que ocupou o vale e a montanha;
Asfaltou suas ruas e abriu avenidas,
Encurtando distancias de outras vilas.
Onde, o apito do trem nas quebradas;
Imitando o soluçar de jovens viajantes
Que partiam para viver noutras plagas;
E lançar sorte em terras distantes?
Ó, passado cruel que rouba da memória,
Os nomes dos personagens da história;
Evocando a lembrança de algo distante,
Pontuando de lágrimas o idoso visitante.
O progresso transmudou a bela Cidade.
Emocionado, registro aqui minha saudade,
Levando na lembrança a imagem querida
Dos que nos deram fraternal guarida.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Assinar:
Postagens (Atom)

