sábado, 17 de abril de 2010

DADIVAS DIVINAS

Luzes resplendentes nas colinas,
Flores e relva verde nas campinas,
Campos e vales banhados de sol;
Saturados de tintas no claro arrebol.

Pássaros multicores em santa harmonia,
Sons e encantos num frenesi de alegria;
Vida abundante, resplendorosa de luz,
Dádivas divinas derramadas a flux.

Como o sol que espalha luz e calor,
Deus torna a vida mais bela e melhor,
Enviando ao mundo seu filho Jesus.

Que habitou conosco em santa comunhão
E nos deu vida plenária, paz e perdão,
Por nós derramando, seu sangue na cruz.

domingo, 11 de abril de 2010

FINAL DE SEMANA

Sábado de abril, de clima incerto,
Dia de outono, como se fora inverno;
Céu azul e o sol brilhante lá fora,
Tempo passando, alongando as horas.

Agenda vazia como a de um executivo
Que sofre a pausa da lide semanal;
Caminhando sem rumo e sem motivo
Pensando nos números do relatório final.
.
Trânsito fluente nas ruas e avenidas,
Estacionamento livre nas travessias;
Um convite ao lazer e à reflexão.
Um descanso criado por Deus,
No dia último da criação.

Mas para curar a alma do vil metal
Não basta apenas o lazer semanal;
Faz -se mister um domingo de ressurreição
Para recarregar as energias perdidas
E satisfazer as necessidades do coração.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

JESUS RESSUSCITOU!

É cansativa e longa a caminhada,
Na escuridão daquela noite fria,
Das três mulheres, pela madrugada,
Ansiosas pela luz do novo dia.

Pela última vez desejam ver,
De Jesus Cristo, o tão querido rosto;
Com lágrimas e aromas envolver
Seu corpo, que na tumba fora posto.

Maria, Salomé e Madalena
Ao avistar, de longe, a sepultura
Põem-se a pensar na dolorosa cena
Tomadas de tristeza e de amargura.

Mas ao chegarem, a pedra removida
Deixa ver que o sepulcro está vazio.
Não teriam sequer uma despedida
Que consolasse o amanhã sombrio!

- O corpo certamente foi roubado!
- Mas quem fez isso e pra onde o levou?
Reparam, então, no anjo ali sentado,
Que lhes afirma: Ele ressuscitou!

Tomadas de alegria vêem Jesus!
Ele lhes fala e aos outros vão contar:
- Jesus venceu a morte lá na cruz!
Na Galiléia, vai conosco estar!

E no divino encontro ali marcado,
Em meio a sentimentos de vitória,
Os discípulos são desafiados
Pelo IDE, que muda a nossa história.

Firmados na promessa de Jesus
- De estar com eles, de dar-lhes poder -
Espalhariam do Evangelho, a luz,
Com ousadia e sem esmorecer.

Jesus ressuscitou! Eis a mensagem,
Que permanece viva e eficaz;
Que faz da morte uma simples passagem
Pra a vida eterna, de alegria e paz!

Lêda Rejane Accioly Sellaro
Contribuição de Enylce Bispo
Recife, Pe

sexta-feira, 2 de abril de 2010

O TRÍDUO PASCAL

Na Quinta-Feira Maior:
A páscoa, o lava pés, o pão e o vinho;
Na Sexta-Feira da Paixão:
O julgamento, a cruz, a morte e a coroa de espinho;
No Sábado do Descanso:
A sepultura, o desânimo e o caminho de Emaús;
No Domingo, alta madrugada:
A surpresa, o túmulo vazio, a ressurreição de Jesus.

Na terra –
A sombra sinistra do calvário;
No céu –
O Pai aceita o sacrifício vicário;
Nos lares –
O silêncio, o jejum e a oração;
Na alma do crente –
A vida eterna, a paz e a salvação.

No universo inteiro:
Volta a brilhar a Estrela de Belém;
Na madrugada de domingo:
A notícia alvissareira: Cristo vive! Aleluia!
Sim, Ele vive! E nós viveremos também.

terça-feira, 30 de março de 2010

segunda-feira, 22 de março de 2010

SAUDADES DE CASA

Na solidão do alojamento
Numa tarde fria de inverno,
Volta o pensamento ao lar materno
Tão distante, no espaço e no tempo.

Grande nostalgia invade sua alma.
Que estariam fazendo agora,
Neste momento, nesta hora?
Era a pergunta recorrente
Que lhe fazia perder a calma.

Embalada por devaneios, adormece.,
O telefone toca e ela desperta,
Do outro lado da linha
Uma voz querida exclama: Quésia,
É mamãe quem fala!

Então o milagre acontece:
Transmuda-se a nostalgia,
A tristeza foge pela janela
E o coração salta de alegria.

Momy, é você, meus amores?
Queria tê-la ao meu lado neste instante,
Sentir seu abraço aconchegante,
E dividir consigo os meus temores.

São tantas as novidades da jornada
Que as palavras se atropelam na mente...
E ignorando os impulsos da chamada,
O bate-papo flui alegre e docemente.

Todos aqui pensam que eu sou tímida.
Ninguém aqui fala minha língua,
Tento me comunicar por mímica.
E eu que gosto de falar pelos cotovelos,
Vivo a conversar diante dos espelhos.

Diga a “Kize”, minha sósia tagarela,
Que mando um Kiss para toda a “Galera”.
Diga também a Quely que sinto falta dela
E para você, momy, Mil beijos, da Quésia.


Escrito para Quésia quando ela acabara de chegar
No internato da escola, na Califórnia.
1º. de janeiro de 2009

domingo, 14 de março de 2010

INSPIRAÇÃO

Vai poeta, persegue a leda rima!
Fazer versos é como lutar esgrima:
Avanço e recuo, a pena na mão
Qual lâmina de aço, ferindo o espaço,
Perseguindo a fugidia inspiração.

Vai poeta, o vate jamais desanima!
Busca sempre o sentido da vida;
Não importa se estais alegre ou triste,
Pois a tristeza é a mãe da poesia,
Como a saudade o é da nostalgia.

Nada mais eterno que um belo poema
Escrito com sentimento e pena;
A vida é efêmera, o corpo tornar-se-á em pó,
Mas o espírito, que tem a marca de Deus,
Este permanece perenemente, só.

sábado, 13 de março de 2010

HOJE É TEMPO DE SONHAR

Sonha juventude, sonha!
Hoje é tempo de sonhar;
A vida consiste na esperança
De um grande sonho realizar.

Quem não sonha, não vive,
Pois viver é, de manhã acordar
E esperar que se realize
O sonho que se acaba de sonhar.

Quando se deixa de sonhar.
Em lugar de esperanças,
Ficam tristes lembranças...

Não tenha medo de sonhar;
É melhor ter desenganos na vida
Do que viver sem ter o que esperar.

segunda-feira, 8 de março de 2010

MÃOS VAZIAS

Aproxima-se o final de meus dias
E ainda tenho as mãos vazias,
Diante de vós e de meu Senhor.

Vazias como as mãos de Job
Vazias de caridade, vazias de piedade.
Vazias do tempo, vazias de amor.

Hoje, apraz-me confessar, e o faço
A vós, que me seguistes, passo a passo,
Testemunhando minha ingratidão,
Por nada fazer, quando tudo tinha à mão.

Então vejo as marcas dos cravos
Nas mãos puras e santas de Jesus
Marcas deixadas por cravos na cruz.

Minhas mãos vazias, súplices e frias,
Mas confiantes nos milagres do amor,
Da graça e da misericórdia do Senhor.

Quadra da Quaresma de 20 10

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

ECLESIASTES

Todas as manhas nascem para morrer
Como as ondas que se espraiam...

Sol a pino, sombras inertes por um instante
Logo se inclinam, pois, o sol em seu rompante
Caminha, grau ante grau, na direção do poente.

Aurora e poente apresentam a mesma beleza
A mesma brisa perpassante,
o mesmo colorido no horizonte,
o mesmo zumbido nas colméias,

mas tudo é pura ilusão.
Veja que terrível diferença:
As manhas caminham para a luz
As tardes, meu Deus, para a escuridão!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

UM NOVO MANDAMENTO

Não há coisa melhor que ouvir dizer:
Gosto tanto de você!
Ouvir um simples “bom dia”
De alguém que nos saúda com alegria?

Nosso ego sente-se massageado
E um sorriso emoldura nossa face
Coisa melhor não há que um abraço
Quando nos falta carinho e lealdade.

Invejamos “o outro” para ser amado;
Receber os afagos e o carinho
De quem encontramos no caminho
E da nostálgica solidão ser curado.

Aprendi no Evangelho um novo mandato:
Coisa mais importante é amar que ser amado;
Que há mais alegria em dar que receber.
Pois amar dá mais sentido ao viver.
COLECIONANDO FELICIDADES

Pessoas há que colecionam coisas:
Filatélicos selos; Milionários, carros antigos;
Os jovens colecionam amigos
E os idosos, suas ternas lembranças.

Quanto a mim, prefiro colecionar “felicidades”.
Costumo abrir a caixinha de memórias
Para dar polimento à minha coleção,
Uma a uma, sem qualquer distinção.

O momento propício é o do entardecer,
Quando a azáfama do dia cessa,
A tarde já não tem pressa
E gozo a delicia de nada fazer.

Sentado ali, defronte da janela,
Vendo o sol esmaecer no horizonte,
Ouço o canto dos pássaros em querela
Na magia das cores do poente.

Tudo isso vem ao pensamento
Emoldurando esse precioso momento.
Então, tomo a “flanelinha” da mente
E as passo a polir até ficarem reluzentes.

Por fim, passo a contá-las
E noto que se multiplicaram
Desde a última vez que as contei.
As pequeninas são as mais brilhantes
E me comovem até às lágrimas;
Outras provocam apenas um leve sorriso
Mas todas são preciosas para mim
Sabem por que?
Porque foram vocês quem m´as deram.

Verão de 2003

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

O SEGREDO DO TEMPO

O sol avança a quinze graus por hora,
Trazendo, a reboque, o novo ano;
Do oriente ouvem-se os clarins da aurora,
Pondo a tremer todo ser humano.

Por que tremes, ó homem valente,
Como um caniço agitado pelo vento;
Não sabes que sou o senhor do tempo,
O “sol nascente...”, o Deus clemente?

Por que tremes diante do futuro
E o amanhã sempre te mete medo?
Não sabes que o amanhã a mim pertence,
E que o futuro é meu melhor presente?

Por que tremes, ó homem valente?
Curva-te diante da Verdade,
Abandona a soberba e a vaidade,

Aceita minha eterna provisão
De amor, de paz e redenção
E vive aqui na terra a eternidade.