segunda-feira, 8 de agosto de 2011

MÃOS VAZIAS

Aproxima-se o final de meus dias
E ainda tenho as mãos vazias,
Diante de vós e do meu Senhor.

Vazias como as mãos do penitente;
Vazias de caridade, vazias de piedade.
Vazias de serviço, vazias de oração.

Hoje, apraz-me confessar, e o faço
A vós, que me seguistes, passo a passo,
Testemunhando minha ingrata omissão.

Estas mãos estendidas, súplices e frias,
São as mesmas do ladrão arrependido
Que clama por misericórdia e perdão.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

DIA DOS AVÓS

26 de julho é o “Dia dos Avós”,
Tanto os maternos como paternos;
Ambos tão presentes em nossas vidas,
Satisfazendo os caprichos dos netos.

No espelho, a figura de uma criança
Estampada em rosto, quase senil;
Onde vemos traços de nosso perfil
Como se fora imagem e semelhança.

Quanto às avós:
Apreciamos seu jeito bondoso de ser,
Amamos sua eterna disponibilidade,
Sua sabedoria, seu apego à verdade
E sua maneira prazerosa de viver.

Quanto aos avôs:
Gostamos de receber seu abraço,
De ouvir seus sábios conselhos,
De curtir suas estórias do passado,
Contando de seus muitos segredos.

De ambos, recebemos precioso relicário:
“Acreditar na vitória do bem e do amor”;
E neste dia bem marcado no calendário,
Queremos manifestar gratidão e louvor.

domingo, 30 de janeiro de 2011

CAMPINAS DOS ANOS SESSENTA

Ah! Campinas, cidade dos meus sonhos!
De minha juventude, os anos mais risonhos;
Cidade acolhedora, pacata e promissora,
Com apenas duzentos mil habitantes,
Mas, uma cidade bela e progressista;
Que um dia acolheu um jovem seminarista.

Ah!, Campinas do Instituto Agronômico;
Do majestoso Seminário Presbiteriano;
Do Departamento dos Correios e Telégrafos;
Do aeroporto internacional de Viracopos
Do saudoso bonde vermelho e amarelo
Que ligava o centro ao mirante do Castelo.

Ah! Campinas da antiga Estação da Paulista
Da Companhia Mogiana e da Santos Jundiaí
De Carlos Gomes, da Ponte Preta e do Guarany
Do Colégio Progresso, do Culto à Ciência, da Escola Normal,
Da Faculdade de Direito e do Palácio dos Azulejos
Onde funcionava a Prefeitura e a Câmara Municipal.

Essa era a Campinas dos anos sessenta!
Que Deus preparou para a família Soares Botelho.
Acrescida da boa gente campineira, amiga e verdadeira.
E ainda nos deu de presente a recém organizada
Igreja Presbiteriana do Jardim Guanabara,
Onde a família cresceu e encontrou guarida.

Cinqüenta anos de lutas e de vitórias!
“Que diremos, pois, a vista dessas coisas?”
Diremos que Deus nos ama e nos quer bem
E faz chegar a bom termo nossa jornada.
A Ele, pois, seja toda honra, louvor e glória
Hoje e para todo sempre, Amém.

Besaliel Fausto Botelho
Culto de Ação de Graças pelos 50 anos
da chegada da família Soares Botelho a Campinas
Janeiro de 2011

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

DIVIDINDO O TEMPO EM FATIAS


No início, o Criador cortou o tempo em fatias:
Doze fatias de tempo para cada ano.
E as dividiu em meses, semanas e dias,
Criando, assim, o calendário humano.
E o relógio, andando no sentido horário,
Marca, em segundos, minutos e horas
A duração de cada instante de nossas vidas,


A terra deveria girar em torno do sol
De tal forma a marcar o tempo do arrebol.
E para evitar a monotonia do eterno
Deu a seu eixo uma pequena inclinação;
O sol deitar-se-ia mais cedo no inverno
E prolongaria os dias estivais do verão.


Como a gente precisasse de dormir e sonhar,
Bondosamente criou a noite escura e silente,
E no céu, o brilho das estrelas e a tênue luz do luar.

Por isso, no final de cada ano que passa,
Nossa vida e esperança se renova,
Aguardando o novo ano que começa.
2010/2011

sábado, 25 de dezembro de 2010

TIQUE TAQUE, TIQUE TAQUE

O presente inexiste, minha gente!
Vejam no relógio de parede
Os ponteiros a indicar o tempo
E ouçam o ruído do pêndulo,
Um tique taque apenas é presente;
Antes dele tudo é passado,
Depois dele, tudo é futuro;
Ilusão de um presente almejado.

A vida é um tique taque que se repete:
Tic tac, tic tac, tic tac, tic tac;
Efêmero como o tique que o antecede;
Engolindo, do futuro, a ansiedade,
Deixando, no passado inerte,
Um rastilho de dor e de saudade.

O instante fugaz do presente
É a única coisa real que existe,
Pois esse tique taque tão fremente
Marcará o nosso dia de ausente.

Ao entrarmos no eternal descanso
Onde somente o presente existe,
Já não haverá lágrimas nem pranto,
E nunca mais a gente fica triste.


Dezembro de 2010

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

TUDO ISSO É NATAL

Mil sinos a tocar;
Mil anjos a cantar;
Mil louvores; Mil cantores;
Mil canções pelo ar.

Pastores no entorno de Belém;
Rebanhos de ovelhas a pastar;
Uma humilde hospedaria;
O Menino Salvador;
Uma Mãe chamada Maria;
Noite de paz! Noite de amor!

Presente vindo do céu;
Deus conosco: Emmanuel!
Jesus, o Rei, o Messias;
(Cumprimento de profecias)
Amor eterno sem igual;
Tudo isso é Natal.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

"Sagrada Família" de autoria do meu neto Gustavo Schlindwein Botelho

sábado, 23 de outubro de 2010

GRAÇA E GRATIDÃO

Graça é favor não merecido;
Socorro divino na hora da aflição,
Cura para um ser tão desvalido,
Que anda perdido na escuridão.

Nos ledos anos de minha juventude,
Senti a graça de Deus, em todo tempo;
Graça manifestada, em cada livramento,
Na vereda sinuosa de minha vida.

Mãos dadas com esposa, tão querida,
Apropriei-me da graça concedida,
E caminhamos juntos nossa jornada.

A Deus, manifesto hoje gratidão,
Por tantas bênçãos imerecidas;
A Ti elevo meus olhos e meu coração.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

FOBIAS DA TERCEIRA IDADE

Medo do futuro e do amanhã incerto,
Do estranho que lhe chegar perto;
Medo da imagem vista nos espelhos
E das cãs que alvejam seus cabelos

Medo de perder o cônjuge amado
E de ficar sozinho e abandonado;
Medo do morrer, do sofrer e da dor,
Da enfermidade e do satânico furor.

Medo das catástrofes da natureza
Das calamidades e das incertezas;
Medo da solidão e da melancolia,
Da depressão e da letal nostalgia.

Medo da indigência e da necessidade,
Do abandono e do esquecimento;
Medo de viver vida sem qualidade
E de perder todo entendimento.

terça-feira, 3 de agosto de 2010




O OUTONO É TEMPO DE COLHEITA


Para muitos, a velhice é tempo de inverno;
O tempo dos ais, da insegurança e dos temores;
Mas para o semeador que lançou a boa semente
É o tempo feliz de colheita e dos amores.

Como flocos de neve caindo no caminho.
A velhice nos chega bem de mansinho;
Um dia acordamos e quando amanhece,
Notamos que a vida já se fez breve.

O mundo está mais belo e transparente
Pelo efeito salutar do sol poente;
Pois os defeitos, antes tão evidentes,
Desaparecem da visão e da mente.

Portanto, alem de colher o fruto abundante,
Passamos a ver em tudo beleza e harmonia;
Mais importante que o passado distante
É viver o dia de hoje com gratidão e alegria.

domingo, 1 de agosto de 2010


PINTAREI UM ARCO-ÍRIS DE PRESENTE PARA VOCÊ

"o que acha uma esposa acha o bem e alcançou a benevolência do
Senhor." Prov.18,22.

Pintarei um arco-íris no céu de presente para você
E o pendurarei nas alturas, para todo mundo ver;
Com minha paleta mágica, misturarei as tintas
Para obter todas as nuances coloridas.

Pintarei um arco-íris no céu de presente para você,
Desde vermelho purpúreo, passando pelo azul celeste,
Ao verde brilhante de teus olhos em prece,
Refletindo em luzes e cores o meu bem querer.

Pintarei um arco-íris no céu de presente para você,
Com braços abertos, abraçando a amplidão.
No fim do arco-íris, em vez do “pote de ouro”
Você achará um tesouro: o meu coração.

Para Quitéria em comemoração
Ao 56º. Aniversário de nosso casamento ocorrido
31 de julho de 1954

sábado, 24 de julho de 2010


A LIÇÃO DO BOTÃO DE ROSA

É apenas um pequeno botão de rosa,
Uma flor projetada pelo Criador;
Tentei desenrolar as pétalas da rosa
Usando os dedos de minha rude mão

Queria conhecer sua total beleza
Escondida nas dobras da natureza.
Nada consigo, por mais que tente
Mas Deus faz isso tão facilmente!

Ora, Se não sou capaz de desabrochar
Uma simples flor por Deus projetada,
Como terei a sabedoria para antecipar
Um só momento de minha jornada!

Resta-me confiar em Deus somente;
Deixar que me conduza sabiamente,
Buscando sempre a orientação divina
A cada passo, a cada momento, na vida

O caminho que está diante de mim,
Somente o Senhor Deus conhece,
Pois o futuro a ele revelar compete
Como o faz com as rosas no jardim.

Versão do poema “God,s Rosebud”
De autoria desconhecida.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

DIA DAS AVÓS

Quem inventou o dia das Avós
Não sabia que dela é todo o dia,
Pois ela está tão presente em nossas vidas,
Que faz de cada dia um dia alegre e festivo.

Quando me olho no espelho, vejo u,a criança
Estampada em seu rosto quase senil;
Traços bem nítidos de meu próprio perfil
Como se fora minha imagem e semelhança.

Gosto de seu jeito bondoso de ser,
De sua eterna disponibilidade,
E de seu amor pela verdade.
De sua maneira prazerosa de viver.

Gosto de receber seu abraço,
.De pedir seus conselhos de luz,
De ouvir suas estórias benditas,
Contando-me do amor de Jesus.

De minha avó recebi eterna herança:
A confiança inabalável no Senhor;
E nestes versos de rimas infantis,
Celebro seu dia com gratidão e amor.



Julho de 2010

quinta-feira, 17 de junho de 2010

SUBSTITUIÇÃO PERFEITA

“Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios”
(Romanos 5:6)

Desde o dia 11 de junho deste ano, nossa atenção está voltada para Johanesburgo, e demais cidades da África do Sul, onde estão sendo disputados os jogos da Copa Mundial de Futebol. Os aficionados pelo futebol dizem que a Copa é “o maior show do planeta”.
Mesmo os que não são fâs de futebol, como o autor destas notas, estão direcionados pela mídia para assistirem os jogos pela televisão. O ruído ensurdecedor das “vuvuzelas”, sopradas pelos torcedores nos estádios ressoam pelo mundo inteiro. A Seleção Brasileira esta buscando mais um título de Campeão Mundial de Futebol.
Diariamente, especulamos sobre quais as equipes serão vencedoras. Na última terça-feira, a equipe brasileira, venceu a partida por um gol de vantagem sobre a Korea do Norte, quando a expectativa era de, pelo menos, quatro gols. E neste domingo, quando estivermos lendo esta página do boletim, nossa Seleção estará disputando a segunda partida contra a equipe de Costa do Marfim.
Recordamos a Copa de 1998, quando a Itália estava no início do terceiro jogo da fase final, e Alessandro Nesta, um dos melhores defensores da equipe italiana, machucou-se e teve de ser substituído. No banco de reserva estava Giuseppe Bergoni, com 18 anos de experiência e um dos melhores representantes da Seleção Italiana. Sua rica experiência e habilidade faziam dele o substituto perfeito: O homem certo para o momento exato.
O Evangelho nos fala de uma substituição que foi infinitamente mais importante e oportuna: Jesus Cristo tomou o nosso lugar para fazer o maior gol da história e nos tornar vencedores – salvando-nos da morte eterna. Jesus tomou o nosso lugar, no momento oportuno, quando foi pregado na cruz.
Jesus é o perfeito substituto. João o Batista já vaticinara: “Eis o cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo”. Machucados pelo pecado, não podemos continuar na peleja. Como Alessandro Nesta, precisamos de um substituto que esteja a altura. Ao contrário do que acontece no futebol, a decisão não é do “técnico”, mas de Deus. Ele enviou seu filho ao mundo para nos substituir na luta contra o pecado (João 3:16).
Precisamos deixar que Cristo tome nosso lugar. Ele não somente é o “capitão” que comanda nossas vidas, mas o grande Rei sobre toda a terra. Lembre-se disso quando estiver torcendo pelo Brasil, nas quartas de final e dê graças a Deus porque já alcançamos a vitória em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Besaliel F. Botelho/Rev.

terça-feira, 4 de maio de 2010

ANTES DE SER MÃE.

Antes de ser mãe...
Eu era uma internauta notívaga
Dormia tarde e não tinha hora para me levantar,
Gastava tempo penteando os cabelos.
Cuidava da aparência e amava os espelhos

Antes de ser mãe...
Minha casa vivia sempre arrumada
Não havia brinquedos para tropeçar
Nem tropeçava nas palavras
De uma simples canção de ninar.

Antes de ser mãe...
Ninguém vinha antes de mim.
Não me preocupava com a previsão do tempo,
Nem com vacinas ou plantas venenosas no jardim.

Antes de ser mãe...
Ninguém me sujava o vestido
Mastigava meus dedos, cuspia em meu colo
Ou dominava minha mente e pensamento.

Antes de ser mãe,
Nunca segurara uma criança por instantes
Que me olhava com olhos suplicantes
Enquanto o médico lhe aplicava uma injeção,
.
Antes de ser mãe,
Nunca ficara tão gloriosamente feliz
por causa de um simples e meigo sorriso;
Ou sentada altas horas de noite
Diante de um bebê a dormir tranqüilo;

Antes de ser mãe
Nunca segurara um bebê dormindo no colo
por não querer devolve-la ao berço,
Nem sentira o coração partir-se em mil pedaços
por nada poder fazer para curar um dedinho ferido.

Antes de ser mãe
Nunca pensei que algo tão pequenino
pudesse afetar tanto o meu destino;
Ou que eu pudesse amar tanto alguém
E sentir tanto prazer em ser mãe também.

Antes de ser mãe
Não conhecia o sentimento
de ter o coração fora de mim
E com maternal aleitamento
Matar a fome de um bebê assim.

Antes de ser mãe
Não conhecia os laços
que ligam uma mãe a uma criança;
E que ter um pequenino ser em meus braços
Pudesse me trazer tanta alegria e esperança.

Antes de ser mãe
Nunca me levantei no meio da noite
apenas para ver se tudo estava bem.
Nada sabia sobre o calor, a alegria, o amor,
e a maravilhosa satisfação de ser uma mãe também.

E digo mais: antes de ser uma avó
Eu não sabia que toda experiência de mãe
Seria duplicada dentro de mim.
Pois uma avó é mãe duas vezes, sim.

Versão livre do Poema “Before I was a mom”