quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

COLECIONANDO FELICIDADES

Pessoas há que colecionam coisas:
Filatélicos selos; Milionários, carros antigos;
Os jovens colecionam amigos
E os idosos, suas ternas lembranças.

Quanto a mim, prefiro colecionar “felicidades”.
Costumo abrir a caixinha de memórias
Para dar polimento à minha coleção,
Uma a uma, sem qualquer distinção.

O momento propício é o do entardecer,
Quando a azáfama do dia cessa,
A tarde já não tem pressa
E gozo a delicia de nada fazer.

Sentado ali, defronte da janela,
Vendo o sol esmaecer no horizonte,
Ouço o canto dos pássaros em querela
Na magia das cores do poente.

Tudo isso vem ao pensamento
Emoldurando esse precioso momento.
Então, tomo a “flanelinha” da mente
E as passo a polir até ficarem reluzentes.

Por fim, passo a contá-las
E noto que se multiplicaram
Desde a última vez que as contei.
As pequeninas são as mais brilhantes
E me comovem até às lágrimas;
Outras provocam apenas um leve sorriso
Mas todas são preciosas para mim
Sabem por que?
Porque foram vocês quem m´as deram.

Verão de 2003

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